Qual é a igreja que nos faz bem?
“Virá
tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir
coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos e
não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas”. (2Timóteo 4.3,4)
Nós vivemos esses últimos dias (conforme Atos 2.17) em que
a apostasia é praticada por escarnecedores que anunciam suas zombarias e seguem
suas próprias paixões (2Pedro 3.3).
Esses falsos mestres não têm compromisso com a sã doutrina,
pois zelam para que seus seguidores não tenham nenhuma espécie de desconforto.
A igreja que essas pessoas querem é aquela em que a Palavra
é substituída pela autoajuda; os sacramentos pelas superstições fugazes e a
prática da disciplina por um pseudo-amor, um sentimento egoísta e
irresponsável, sem respaldo bíblico
Contudo, existem perguntas que o mundo nos faz quando
falamos a respeito de frequentar uma igreja:
¨ A igreja é de Deus ou
dos homens?
¨ Se Deus está em todos os lugares, por que cultuá-lo em um
único lugar?
¨ Existem padrões inegociáveis à igreja?
¨ Qual o seu real objetivo?
Ela pode
ser abandona? Em quais circunstâncias?
Frequentemente, os inimigos de Cristo se levantam contra a
igreja acusando-a de ser uma mera instituição humana que dificulta o caminho
das pessoas para se achegarem a Deus. Contudo, quando olhamos para as
Escrituras Sagradas, nossa única regra de fé e prática, vemo-la existindo desde
o Éden, assim como o fato de que foi comprada por Deus pelo sangue de Jesus
Cristo (Atos 20.28). Seria uma terrível heresia acreditarmos que todos os
homens compartilham desse augusto privilégio. Dessa maneira, partindo do
pressuposto de que Deus escolheu seus eleitos antes da fundação do mundo
(Efésios 1.4), apenas aqueles que foram trazidos a Jesus pelo Pai compõe esse
divino rebanho e, por isso, são herdeiros das promessas eternas. Contudo, por
que nem todos os membros de igreja vivem de maneira santa e irrepreensível?
Isso acontece pelo fato do trigo (os eleitos) crescerem ao lado do joio (os
réprobos) até o dia do juízo (Mateus 13.30). Logo, temos em uma mesma
comunidade a igreja visível (todos os que estão no rol de membros) e a invisível
(o número dos eleitos que só Deus
conhece).
Vivemos imersos em uma densa tecnologia onde cultos são
transmitidos em tempo real pelo mundo todo. Compreendemos que essa realidade
derruba barreiras, facilita a comunicação e o acesso ao Evangelho, porém essas
facilidades não substituem, tampouco fazem retrógrado o velho costume de se
congregar com os irmãos no dia do Senhor. Obviamente, essa tarefa é árdua,
pois, como pecadores redimidos, inúmeras vezes nos esbarramos em nossas
limitações e diferenças, mas “como o ferro
ao ferro se afia, assim, o homem ao seu amigo” (Provérbios 27.17).
A igreja está alicerçada não em pessoas e instituições, mas
tem como sua pedra fundamental a confissão de Pedro: “Tu és o Cristo, o filho do Deus vivo” (Mateus
16.16). Dessa maneira, quando a igreja abandona a Palavra, a administração
correta dos sacramentos e a prática da disciplina, degenerou-se e se tronou
incapaz de cumprir com sua principal obrigação de ser um lugar propício que
auxilia seus membros na sublime tarefa de glorificar a Deus e se alegar nele
para sempre.
Portanto, o padrão que determina a qualidade de uma igreja
não pode estar no número de pessoas que a frequentam, muito menos no grau de
prazer que ela proporciona, mas na fidelidade que ela tem para com o Senhor,
porque a melhor igreja para você deve ser aquela que o leva até o Senhor pelo
conhecimento da Palavra.
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